headerphoto

Trote em Universidade Mineira deixa jovens com lesões graves

Na segunda-feira (4), primeiro dia letivo da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e do Mucuri (UFVJM), em Diamantina, Minas Gerais, não foi como a jovem Bárbara Nayara de Azevedo, de 18 anos, esperava. A felicidade de passar em uma instituição pública de ensino superior transformou-se em tristeza, pelo trote violento que ela e outros alunos receberam.

A tradicional brincadeira com os calouros, que acontece pouco antes de entrar na aula, virou caso médico e de polícia. Bárbara e mais dez universitários foram atacados com uma substância que cheirava a creolina, que resultou em queimaduras de segundo grau.

Bárbara, que está na turma de fisioterapia, já está recuperada do susto, mas ainda está com machas da queimadura nas costas e no braço direito. "No início tive medo de voltar para a aula. Mas vi que os estudantes tomaram a iniciativa, fizeram protestos contra o que aconteceu, e está todo mundo contra o ato violento. Então, não estou mais com medo", afirma.

A rotina do primeiro dia de aula foi a seguinte: Bárbara e os outros estudantes levaram um banho de tinta e sujeira, para marcar o ingresso na instituição, por volta das 7h30 da manhã, do lado de fora do campus.

"Começaram a sujar, jogar tinta e teve uma hora que jogaram alguma coisa que começou a queimar e cheirava forte. Como estava ardendo, algumas veteranas jogaram água para ver se aliviava", lembra. Um tempo depois os calouros foram ao centro da cidade arrecadar dinheiro para uma festa. Lá a gente reclamou que estava ardendo e doendo. Então nos liberaram para ir embora", conta a estudante.

Para a jovem, o trote marca quem passou no vestibular, por isso já imaginava sofreria a brincadeira, mas não esperava por algo tão violento. Um pouco antes das 10h, Bárbara já estava em casa, com as costas e o braço bem vermelhos. Quem percebeu e a levou para o hospital foi sua mãe, a professora aposentada Salete Maria de Souza Azevedo, 54 anos. "Não sou contra pintarem, mas a gente se assustou com o que aconteceu. Era um dia que podia se tornar uma alegria e teve essa decepção. Agora é bola pra frente."

No hospital, Bárbara foi a segunda estudante a dar entrada. O médico que atendia foi quem denunciou o caso à polícia, pois imaginou que se tornaria recorrente naquela manhã. O que de fato ocorreu. A universidade divulgou uma carta repudiando o ato violento e diz que vai investigar o ocorrido. Além disso, a polícia abriu inquérito para apurar as responsabilidades pelos ferimentos.

E o próximo trote na instituição promete ser diferente: "Houve uma reunião e os estudantes estão pensando em fazer trote solidário. Fazer alguma coisa pela cidade, como arrecadar alimentos ou levar os calouros para recolher lixo da cachoeira. Vai ter pintura só para identificar quem é calouro e quem é veterano", conta Bárbara.


Fonte: http://www.elnet.com.br/canais_interna.php?materia=4424

Outras notícias:

Feed RSS RSS

O conteúdo do portal pode ser levado até você automaticamente, assim que é publicado. Para isso, basta utilizar um leitor de RSS, e colocar o endereço do nosso feed.

Para saber mais sobre essa tecnologia, veja nossa página sobre o assunto.

Boletim

Cadastre-se para receber nosso boletim semanal por email e se manter atualizado com o conteúdo do nosso portal.

Leia a nossa política de privacidade.

Envie seu estudo!

Você tem algum estudo que gostaria de ver publicado em nosso site? Entre em contato conosco para saber como.

Teremos o maior prazer em divulgar o seu estudo, e com isso disseminar ainda mais a palavra de Deus.

Em breve

Em breve teremos à disposição um chat para evangélicos, onde qualquer um poderá participar de várias salas de bate papo.

Um fórum para discussão de assuntos relacionados à palavra de Deus também está sendo planejado.