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Secretaria estadual de Saúde está investigando outras 50 mortes no estado

A dengue é uma doença infecciosa febril aguda causada por um vírus da família Flaviridae e é transmitida através do mosquito Aedes aegypti, também infectado pelo vírus. Atualmente, a dengue é considerada um dos principais problemas de saúde pública do Brasil, pois só no estado do Rio de Janeiro, já passa de 50 o número de mortos pela doença.

Segundo o superintendente de Vigilância em Saúde da Secretaria estadual de Saúde, Victor Berbara, outras 50 mortes ainda estão sendo investigadas. São mais de 24.772 casos de dengue só na cidade do Rio de Janeiro, e o último balanço da Secretaria Estadual de Saúde, divulgado na quarta-feira, 02/04, mostra que 32.615 casos foram notificados e 48 pessoas morreram por causa da doença.

Em todo o mundo, existem quatro tipos de dengue, já que o vírus causador da doença possui quatro sorotipos: DEN-1, DEN-2, DEN-3 e DEN-4. No Brasil, já foram encontrados os tipos 1, 2, 3 e, recentemente, o tipo 4, que é a reinfecção com a doença aumentando. Assim, há chance de que as pessoas infectadas desenvolvam a forma hemorrágica da doença, muito mais letal.

A dengue pode se apresentar - clinicamente - de quatro formas diferentes: Infecção Inaparente, Dengue Clássica, Febre Hemorrágica da Dengue e Síndrome de Choque da Dengue. Dentre eles, destacam-se a Dengue Clássica e a Febre Hemorrágica da Dengue. A Dengue Clássica é uma forma mais leve da doença e semelhante à gripe. Geralmente, inicia de uma hora para outra e dura entre 5 a 7 dias. A pessoa infectada tem febre alta (39° a 40°C), dores de cabeça, cansaço, dor muscular e nas articulações, indisposição, enjôos, vômitos, manchas vermelhas na pele, dor abdominal (principalmente em crianças), entre outros sintomas.

Já a Dengue Hemorrágica é uma doença grave e se caracteriza por alterações da coagulação sanguínea da pessoa infectada. Inicialmente se assemelha à Dengue Clássica, mas, após o terceiro ou quarto dia de evolução da doença, surgem hemorragias em virtude do sangramento de pequenos vasos na pele e nos órgãos internos. A Dengue Hemorrágica pode provocar hemorragias nasais, gengivais, urinárias, gastrointestinais ou uterinas. Na Dengue Hemorrágica, assim que os sintomas de febre acabam, a pressão arterial do doente cai, o que pode gerar tontura, queda e choque. Se a doença não for tratada com rapidez, pode levar à morte.

É fundamental que todos estejam conscientes de que combater o mosquito da dengue, além de ser responsabilidade dos órgãos governamentais, que devem encarregar-se do saneamento básico, abastecimento de água e de campanhas educativas permanentes, requer empenho de toda a sociedade, uma vez que o Aedes aegypti pode encontrar, em cada moradia e arredores, ambiente propício para a sua proliferação.

Considerando os dados levantados pela Fundação Nacional de Saúde de que o mosquito vetor foi erradicado duas vezes do Brasil, em 1955 e 1973, e que, com o relaxamento da vigilância entomológica ocorrido no final da década de 70 e início dos anos 80, foi reintroduzido, instalando-se definitivamente no país, o trabalho de combate deve ser permanente e contínuo. Desse modo, algumas medidas elementares podem ser tomadas, individual e coletivamente, para auxiliar na erradicação do Aedes aegypti:

Vasos de flores ou plantas - a vasilha que fica sob o vaso para recolher a água excedente deve ser mantida seca. Uma boa medida é enchê-la com areia até a borda. A água dos vasos com flores deve ser trocada a cada 2 ou 3 dias;

Pneus velhos - devem ser furados para eliminar a água que eventualmente se acumule, guardados em lugar coberto ou jogados fora; Caixas d'água - devem ser lavadas periodicamente e tampadas durante todo o tempo; Piscinas - o cloro da água das piscinas deve estar sempre no nível adequado; Garrafas vazias - devem ser guardadas de cabeça para baixo, em lugares cobertos, e as tampas jogadas fora em sacos de lixo;

Recipientes descartáveis (copos, pratos, travessas, etc.) - devem ser colocados em sacos de lixo para serem recolhidos pelos lixeiros; Lixo - nunca deve ser jogado em terrenos baldios, ou nas ruas e calçadas. Além disso, as latas de lixo devem estar sempre tampadas e limpas; Bebedouros de animais - precisam ser lavados e a água trocada sistematicamente; Depósitos de água - quaisquer que sejam os tipos e a finalidade a que se destinam, se não for possível prescindir deles, devem ser mantidos limpos e tampados com segurança; Bromélias - algumas plantas armazenam água entre suas folhas e podem tornar-se eventuais criadouros dos mosquitos. Entre elas, destacam-se as bromélias cujo cultivo é comum nos jardins e residências. Eliminá-las não resolveria o problema da dengue e poderia afetar o equilíbrio ecológico.

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Fonte: http://www.elnet.com.br/canais_interna.php?materia=3928

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