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Radioterapia antes da cirurgia reduz as chances de recidiva da doença em até 1%

Os cientistas do instituto britânico Conselho de Pesquisa Médica descobriram que o uso da radioterapia antes da cirurgia para remoção do tumor aumenta significativamente as chances de sobrevivência do paciente. Isso porque com o novo tratamento a probabilidade de reincidência da doença é reduzido em até 1%.

O estudo analisou 1.350 pacientes na Grã-Bretanha, Canadá, África do Sul e Nova Zelândia e foi concentrado em pacientes com câncer no reto. Os resultados foram apresentados no Instituto Nacional de Pesquisas sobre o Câncer da Grã-Bretanha.

Normalmente, quando o tumor é diagnosticado, cerca de 15 cm de tecido são retirados em uma cirurgia. Mas o que os médicos não podem garantir é que todas as células doentes serão retiradas com a cirurgia, aumentando assim a possibilidade de volta da doença de maneira mais agressiva.

Os testes, chamados de CR07, compararam pacientes que receberam radioterapia antes da cirurgia e aqueles que se submeteram ao tratamento de maneira seletiva após a remoção.

Para o primeiro grupo, cinco aplicações diárias de radioterapia foram utilizadas nas duas semanas anteriores à remoção. Já o segundo grupo realizou a cirurgia antes, e aqueles que ainda apresentavam células cancerosas receberam uma combinação de radioterapia com medicamentos durante um período de cinco semanas.

Após cinco anos, o câncer de intestino retornou em uma só pessoa, das 20 analisadas do primeiro grupo. Até então, a chance de um paciente permanecer vivo após este período era de 75%. No segundo grupo, a recorrência da doença chegou a 17% e a taxa de sobrevivência, depois de cinco anos, foi de 67%.

A combinação de cirurgia com a maior remoção possível e radioterapia cortou o risco de recidiva para cerca de 1%. Segundo o oncologista David Sebag-Montefiore, coordenador do estudo, os resultados do CR07 mostram que a aplicação de radioterapia antes da cirurgia de remoção do câncer retal apontam um aumento considerável nas chances do paciente. Rob Glynn-Jones, chefe médico da Ong Bowel Cancer Uk e oncologista no hospital Mount Vernon, lembra, no entanto, que é preciso levar em conta os efeitos colaterais da aplicação da radioterapia.

Cerca de 13 mil novos casos de tumor no intestino ocorrem todos os anos na Grã-Bretanha. No Brasil, segundo o Instituto Nacional de Câncer, surgem 25 mil pacientes com câncer de cólon e reto. No mundo todo, estima-se que cerca de 500 mil pessoas sejam vitimadas por este mal, de acordo com a Agência Internacional para Pesquisa do Câncer.


Fonte: http://www.elnet.com.br/canais_interna.php?materia=913

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