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Mãe queimou filho nascido em 99 e congelou outros dois, nascidos em 2002 e 2003

Mundo

Veronique Courjault confessou, nesta quinta-feira (12/10), ter matado seus três bebês nascidos de partos diferentes entre 1999 e 2003. Dois dos corpos ela guardou durante meses no congelador da casa da família, na Coréia do Sul, onde residiam desde 2002 devido ao trabalho do marido, Jean Louis Courjault. O primeiro bebê, nascido na França, foi estrangulado e queimado em 1999.

O assassinato dos filhos pela própria mãe, que conseguiu enganar todo o mundo durante anos, comoveu os franceses e, segundo os psiquiatras, é fruto do ódio mesclado com o desespero de um casal em dificuldades emocionais.

De acordo com os investigadores, Veronique deu à luz escondido em 1999, 2002 e 2003, e os três recém-nascidos foram estrangulados assim que vieram ao mundo. A acusada queimou o primeiro bebê no jardim da casa de veraneio da família, mas decidiu guardar os outros dois no congelador.

Ao trocar de casa de um bairro para outro em Seul, a mãe levou os dois corpos dentro de uma geladeira.

Veronique foi presa pelo assassinato dos filhos e poderá ser condenada à prisão perpétua. O marido também foi acusado de cumplicidade, já que os juízes duvidam que uma pessoa possa ficar totalmente alheia ao fato de a esposa engravidar três vezes e realizar três partos, além de não ter notado a presença dos corpos dos bebês no congelador da própria casa.

Jean Louis Courjaul, engenheiro da empresa automobilística americana Delphi, ficou sabendo dos crimes de sua esposa durante os interrogatórios nesta semana, uma vez que os testes de DNA confirmaram que ambos eram os pais dos corpos encontrados no congelador. O casal ainda tem outros dois filhos, de 10 e 11 anos.

O caso ainda está sendo investigado pelo franceses, que irão a Seul tentar esclarecer vários pontos confusos do crime. A justiça francesa, que trabalha em colaboração com a sul-coreana, deverá pedir a repatriação dos corpos dos bebês.

Segundo o psiquiatra Robert Neuburger, o infanticídio é uma mistura de ódio e desespero. No caso do homem, o ódio é mais poderoso; já na mulher, é resultado do desespero. Normalmente, este tipo de crime afeta pessoas em dificuldades econômicas ou com pouca educação. No caso desta família, é um exemplo de que "a miséria afetiva não tem nada a ver com a crise financeira", afirma o especialista.


Fonte: http://www.elnet.com.br/canais_interna.php?materia=936

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