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Documentário americano diz ter descoberto o túmulo de Jesus e Maria Madalena

Cultura

Outro vídeo sobre a história de Jesus promete gerar polêmica. Dessa vez, é um documentário produzido por James Cameron - diretor do filme "Titanic" - chamado "The Lost Tomb of Jesus" (O Túmulo Perdido de Jesus, em tradução livre). O documentário, que será exibido nesta segunda-feira, 26/02, nos Estados Unidos, afirma ter identificado o sarcófago onde Jesus, Maria Madalena, Maria (mãe de Jesus) e outros parentes de Cristo foram sepultados.

O documentário, que custou US$ 2 milhões (quase R$ 4,5 milhões), faz referência a um túmulo descoberto em 1980 no subúrbio de Talpiot, em Jerusalém. No local, os arqueólogos encontraram dez caixões e três crânios. Em seis deles, os especialistas acharam inscrições que foram traduzidas como Jesus, filho de José; Judá, filho de Jesus; Mariamne (apontado como o verdadeiro nome de Maria Madalena); Maria; José; e Mateus.

Na época, a descoberta não teve repercussão porque os nomes eram comuns há dois mil anos. Mas quinze anos depois, os arqueólogos estudaram os resíduos de ossos e os submeteram a testes de DNA. Uma das surpresas foi não ter encontrado grau de parentesco entre os restos mortais de Jesus e Maria Madalena, o que fez com que a equipe concluísse que ambos eram casados, pois estavam na mesma tumba.

Como os ossos não foram encontrados, o documentário não questiona o episódio bíblico da ressurreição. No entanto, levanta questionamentos sobre a doutrina cristã da mesma forma que o best-seller "O Código da Vinci", de Dan Brown.

James Cameron dará uma entrevista coletiva à imprensa nesta segunda-feira. O local, porém, só será divulgado minutos antes de começar, a fim de evitar manifestações de religiosos, em especial de católicos. O túmulo também está sendo vigiado.

Para o cientista que acompanhou as escavações em 1980, Amos Kloner, o filme é uma bobagem e os nomes não passam de coincidência. "É uma ótima história para um filme, mas é impossível. Jesus e seus parentes eram uma família da Galiléia, sem laços com Jerusalém. A tumba de Talpiot pertencia a uma família de classe média do primeiro século", disse Kloner em entrevista ao jornal "Jerusalem Po


Fonte: http://www.elnet.com.br/canais_interna.php?materia=1701

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