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Buraco na camada de ozônio supera expectativas iniciais dos cientistas

Ciência

A dimensão do buraco na camada de ozônio sobre a Antártida surpreendeu os cientistas. Os especialistas esperavam que, este ano, fosse atingido a segunda maior extensão já registrada. Ao invés disso, empatou com o maior de todos os tempos: atingiu uma área de mais de 28,5 milhões de quilômetros quadrados, segundo comunicado da Organização Meteorológica Mundial (OMM), da ONU, divulgado nesta terça-feira.

O especialista da OMM, Geir Braathen, disse que a área desse "buraco" - uma perda na espessura da camada, durante o inverno do Pólo Sul - é a mesma registrada em 2000, quando houve o recorde, conforme leituras da Nasa. Para Braathen, a maior preocupação é o fato de que o número de moléculas de ozônio presentes no buraco é ainda menor que o de 2000. Esse fato, chamado "déficit de massa", é de 39,8 milhões de toneladas, de acordo com anúncio feito pela Agência Espacial Européia na última segunda-feira, 2/10.

"O déficit de massa é uma medida melhor, porque conta quantas toneladas de ozônio estão faltando", explicou o especialista. Braathen também disse que, este ano, "o buraco levará a mais radiação ultra-violeta no solo". O excesso dessa radiação pode causar doenças, como o câncer de pele e prejudicar as plantas que estão na base da cadeia alimentar.

O enfraquecimento da camada de ozônio expõe a Terra aos raios ultra-violetas emitidos pelo Sol. A principal conseqüência para esse fato são os compostos químicos criados pelo homem. Em 1997, a maioria dos países assinou um tratado, em que concordavam em reduzir a emissão dos gases que atacam o ozônio, os CFCs. De acordo com o cientistas, a camada ainda irá se recuperar. O problema é que, desde que o tratado foi assinado, as CFCs, que já estavam na atmosfera, continuam a atuar.

O buraco se forma nas condições frio extremo, que marcam o final do inverno na Antártida, desde meados dos anos 80. Normalmente, o buraco atinge sua extensão máxima em setembro, conforme explicação do Estadão Online.


Fonte: http://www.elnet.com.br/canais_interna.php?materia=865

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