A presença de Cristo muda nossa vida
Lucas, um dos evangelistas sinóticos, narra à caminhada feita por dois discípulos de Jesus, descendo de Jerusalém a Emaús, quando puderam desfrutar do privilégio de andar com o Senhor após a sua ressurreição (Lc. 24:13-35). Entretanto, os olhos daqueles discípulos estavam com que impedidos de reconhecer a Cristo, visto que a angústia de seus corações impedia que a fé visualizasse alguma coisa.
A situação inicial dos discípulos é marcada pela alimentação da decepção. Eles estavam profundamente tristes, desanimados, angustiados e decepcionados. A morte do mestre era a decepção. A convivência com Cristo depositava neles toda a confiança e esperança. Tinham em Jesus a realização de seus sonhos (vs. 19-21) e tão logo viram o Mestre padecer e morrer na cruz, viram tais sonhos desabarem. Acabou a esperança, a alegria deu lugar ao vazio, a angústia casou-se com a depressão, de maneira que não havia palavras que pudessem consolá-los. Assim também acontece com muitos de nós. Decepcionar-se com pessoas, situações ou coisas, faz parte da própria vida. Entretanto, alguns acabam contribuindo para que este mal seja mais devastador, embotando todos os outros aspectos da existência.
A conversa dos discípulos era o fato ocorrido (a morte de Jesus). Eis o momento perfeito para sepultar os seus sonhos e esperanças. Ao invés de meditar nas palavras de Cristo, de que era necessário morrer e ressuscitar ao terceiro dia, deram mais valor à tragédia do que ás profecias. Enquanto estava vivo caminhavam co Ele, após a sua morte deixaram de crer em suas palavras. Tinham fé mais estavam cegos em seus entendimentos. A tristeza exagerada cegou-lhes a capacidade de perceberem além das circunstâncias (vs. 16), e seus olhos estavam impedidos de reconhecer a Jesus. Quando o Senhor perguntou por que estavam tristes, eles ficaram admirados com Jesus e, assim comentaram tudo o que havia acontecido nos últimos dias em Jerusalém.
Após ouvir dos discípulos sobre as más notícias que tinham presenciado, Jesus começou a repreendê-los (vs. 25). Tudo que aconteceu foi necessário. Deus já havia proporcionado à vitória, pois Jesus estava vivo.
Cristo expôs sobre si mesmo, começando por Moisés, mostrando o cumprimento das escrituras (vs. 27), mostrando a fidelidade de Deus para conosco, enviando o seu único filho para morrer por todos nós.
Finalmente, ao cear com os discípulos, os seus olhos foram abertos e o reconheceram (vs. 30 e 31). A presença de Jesus é a razão maior da nossa esperança.
Quando percebemos a presença de Cristo ao nosso lado às cores da vida são repintadas.
Jesus quer tirar dos nossos olhos as escamas para que estejamos percebendo sua doce presença aquecendo nossos corações (vs. 32). Agora é o tempo oportuno para aprendermos a andar com Cristo, com nossos corações cheios da sua presença e nossa vida cheia de poder.
Autor: Dc. Paulo César Domingues Pereira
Presidente da ADIBERJ – NORTE FLUMINESE
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