A disciplina livra a criança da morte
Pv.23:13 diz que a disciplina como a vara não matará a criança. Muito pelo contrário. Poupará a sua vida de uma morte prematura ( Pv.19:18 ) e possivelmente de uma eternidade no inferno: "Tu a fustigarás com a vara e livrará a sua alma do inferno" Pv. 23:14.
Disciplina sempre visa o bem estar do filho. Não visa punição, mas criação.
O fruto de disciplina dos filhos é um lar tranqüilo - "Corrige o teu filho, e te dará descanso, dará delícias a tua alma" Pv. 29:17.
Quem não quer ter filhos sob controle? Quem não quer ter paz no lar? A correção agora, mesmo que custe e cause dor, trará inúmeros benefícios aos pais e ao filho. Que alvo desejável! Que princípio encorajador! Vale a pena, papai! Vale a pena, mamãe! Corrijam agora, e recebam descanso depois.
Princípios de Disciplina:
- Disciplina segue instrução clara e objetiva.
- É uma expressão de amor.
- Tem de ser administrada com diligência e coerência.
- Não deve machucar ou ferir a criança, mas causar uma certa dor temporária.
- Disciplina visa restauração e correção, não punição.
- Deve incluir o uso da vara, embora outras formas de disciplina talvez sejam apropriadas em certos casos.
- Disciplina é necessária por causa da natureza pecaminosa da criança.
- Poupará a vida (alma) da criança da morte.
- Disciplina apropriada não prejudica a criança.
- Dará uma vida de paz e sucesso aos pais e filhos.
Exige coragem ter filhos? Talvez, mas exige muito mais. Exige bom senso para seguir o padrão bíblico. Quem precisa de coragem são os pais que preferem fazer as coisas "do seu jeito", ignorando o conselho claro da Palavra de Deus.
RECADOS DO SEU FILHO
- Não me estragues - Sei perfeitamente que não devo ter tudo que peço. Estou apenas testando você.
- Não tenha medo de ser firme comigo - Prefiro assim, para me sentir seguro amanhã.
- Não me faça sentir menor do que sou - Isto só fará com que me comporte como "grande" ridículo.
- Não me deixe adquirir maus hábitos - Tenho que contar com você para eliminá-los.
- Não me corrija com aspereza diante dos outros - A repreensão será mais proveitosa se feita calmamente, em particular.
- Não me proteja das conseqüências - É bom de que de vez em quando eu aprenda sofrendo na própria pele.
- Não se sinta chocado quando digo - "Odeio você" No fundo, não é você que odeio, é seu poder de me contrariar.
- Não ligue muito para certas dorzinhas de que às vezes me queixo - Quase sempre não passam de um truque para conseguir a atenção que preciso.
- Não seja ranheta comigo - Do contrário, para me proteger, serei obrigado a parecer surdo às suas reclamações.
- Não se esqueça que não sei ainda me exprimir tão bem quanto desejaria - Este é o motivo por que nem sempre sou muito exato em minhas explicações.
- Não faças promessas irrefletidas - Lembre-se que fico tremendamente frustrado quando uma promessa não é cumprida.
- Não exija de mim padrões que não possa cumprir - Isto facilmente me assusta, a ponto de me levar a dizer mentiras.
- Não seja incoerente - Cria em mim uma confusão tal que me faz perder a fé em você.
- Não me diga nunca que meus medos são bobagens - Para mim, eles são terrivelmente reais, e você contribuirá muito para me dar segurança se tentar entendê-los.
- Não me descarte quando faço perguntas - Senão eu paro de lhe perguntar as coisas e você vai descobrir que agora busco minhas respostas em outros lugares.
- Não queira nunca parecer como perfeito ou infalível - Para mim será um choque forte demais descobrir que você não é nenhuma das duas coisas.
- Não pense jamais que cairá do pedestal de sua dignidade perante mim se tiver que pedir desculpa - Saiba que um pedido de desculpa honesto, só faz aumentar minha atmosfera de intimidade com você.
- Não se esqueça do quão depressa estou crescendo - Deve ser duro para você acompanhar meu ritmo, mas, por favor, tente.
- Não se esqueça que gosto de experimentar - Sem isto não posso ir adiante.
- Não se esqueça que não posso florescer senão com um bocado de amor e compreensão.
RECADO AOS PAIS
- Um menino, com voz tímida e os olhos de admiração, pergunta ao pai, quando este retorna do trabalho:
- Papai, quanto o Sr. ganha por hora?
O pai, num gesto severo, responde:
- Escuta aqui meu filho, isto nem a sua mãe sabe. Não amole, estou cansado!
Mas o filho insiste:
- Mas papai, por favor, diga o Sr. ganha quanto por hora?
A reação do pai foi menos severa e respondeu:
- Três reais por hora.
- Então, papai, o Sr. poderia me emprestar um real?
O pai, cheio de ira e tratando o filho com brutalidade, respondeu:
- Então essa era a razão de querer saber quanto eu ganho? Vá dormir e não me amole mais, menino aproveitador!
Já era noite, quando o pai começou a pensar no que havia acontecido e sentiu-se culpado. Talvez quem sabe o filho precisasse comprar algo. Querendo descarregar sua consciência doída, foi até o quarto do menino e, em voz baixa, perguntou:
- Filho, está dormindo?
- Não, papai! (respondeu sonolento, o garoto);
- Olha, aqui está o dinheiro que pediu, um real.
- Muito obrigado papai - disse o filho.
Levantou-se, retirou mais dois reais de uma caixinha que estava sob a cama e disse:
- Agora já completei, papai. Tenho três reais. Poderia me vender uma hora de seu tempo?
Fonte: http://www.pibp.com.br/pibp/estudos_e_artigos/a/a_disciplina_livra_a_crianca_da_morte.php
